Desenrola Adimplentes começa nesta segunda-feira (10) com crédito de até R$ 15 mil. Veja quem pode participar, juros e cuidados contra golpes.

Quem mantém as contas em dia também ganhou uma nova opção para aliviar o peso dos juros. Começa nesta segunda-feira (10) a operação do Desenrola Adimplentes, modalidade criada pelo governo federal para trabalhadores informais que não possuem dívidas em atraso.
A proposta permite substituir empréstimos mais caros por uma nova linha de crédito, com juros de até 1,99% ao mês e possibilidade de contratar até R$ 15 mil.
A medida faz parte de um pacote criado para ampliar o acesso ao crédito e incentivar o bom comportamento financeiro dos consumidores.
Como funciona o Desenrola Adimplentes?
A nova modalidade foi criada para trabalhadores informais que estão com os compromissos financeiros em dia, mas possuem empréstimos ou outras operações de crédito com juros elevados.
Na prática, o consumidor poderá utilizar a nova linha para substituir uma dívida mais cara por um empréstimo com condições potencialmente mais favoráveis.
O crédito pode chegar a R$ 15 mil, enquanto a taxa de juros é de até 1,99% ao mês.
A modalidade começou a operar depois que o governo ajustou as regras para permitir uma participação maior das instituições financeiras.
Quem pode participar?
O público-alvo são os trabalhadores informais que mantêm suas contas em dia.
A iniciativa representa uma mudança em relação à proposta original do Desenrola, lançado em 2023 com foco principalmente na renegociação de dívidas de pessoas inadimplentes.
Agora, o governo também busca atender consumidores que conseguiram manter os pagamentos em dia, mas ainda enfrentam dificuldades para lidar com empréstimos de juros elevados.
O Desenrola Adimplentes é uma das três frentes do novo pacote de crédito. As outras medidas incluem uma linha destinada a estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fies e iniciativas voltadas aos trabalhadores com carteira assinada.

Desenrola já beneficiou milhões de famílias
Criado em 2023, o Desenrola foi desenvolvido para facilitar a renegociação de dívidas e ajudar famílias a reorganizar a vida financeira.
Segundo o governo federal, o programa já beneficiou 7,5 milhões de famílias.
A nova etapa amplia essa estratégia ao oferecer uma alternativa também para quem não está inadimplente, mas pode conseguir condições melhores para organizar seus compromissos financeiros.
A ideia, segundo o governo, é incentivar a manutenção dos pagamentos em dia e ampliar o acesso a crédito com custos menores.
Cuidado com golpes do Desenrola
Quem pretende aproveitar a nova linha precisa ficar atento aos golpes que surgem em torno de programas governamentais.
O Ministério da Fazenda alerta que criminosos têm utilizado anúncios falsos, mensagens e links para tentar convencer consumidores a fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos.
Segundo a pasta, a contratação deve ser feita diretamente pelas instituições financeiras, sem intermediários que prometam liberar o crédito mediante pagamento antecipado.
Um levantamento do NetLab/UFRJ identificou 544 anúncios fraudulentos nas plataformas da Meta entre abril e junho. Parte deles utilizava inteligência artificial e imagens de órgãos públicos e empresas conhecidas para tentar parecer legítima.
Por isso, desconfie de links recebidos por SMS, WhatsApp ou redes sociais que prometam liberar o Desenrola de forma imediata.
Opinião: crédito mais barato pode ajudar, mas exige planejamento
A criação do Desenrola Adimplentes pode ser positiva para trabalhadores informais que já mantêm uma boa organização financeira, mas estão presos a empréstimos com juros elevados.
Trocar uma dívida cara por uma linha de crédito mais barata pode reduzir o custo financeiro e facilitar o planejamento do orçamento.
Por outro lado, o consumidor precisa comparar as condições antes de contratar. Juros menores não significam que qualquer novo empréstimo será vantajoso.
O ideal é verificar o custo total da operação, o prazo e o valor das parcelas. Crédito barato continua sendo uma dívida e, por isso, deve ser utilizado com planejamento.
*fonte: Agência Brasil

