Cesta básica caiu em 26 capitais em julho de 2026. Veja quanto custa em Belo Horizonte, onde ficou mais cara e quais alimentos tiveram queda.

O preço da cesta básica caiu em 26 das 27 capitais brasileiras entre junho e julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Conab.
Entre os maiores recuos, Belo Horizonte registrou queda de 7,44%, uma das mais expressivas do levantamento. Apesar do alívio no mês, os alimentos básicos ainda acumulam alta no período de 12 meses.
Quanto custa a cesta básica em Belo Horizonte?
Com a redução registrada em julho, a cesta básica em Belo Horizonte passou a custar R$ 765,25.
O valor representa uma queda importante em relação ao mês anterior, mas ainda acumula alta de 5,81% em 2026 e de 5,02% em 12 meses.
Isso significa que o consumidor mineiro encontrou algum alívio na comparação mensal, mas o custo dos alimentos continua acima do registrado no ano passado.
Quais capitais tiveram as maiores quedas?
Belo Horizonte ficou entre as capitais com os maiores recuos no preço da cesta básica. Confira:
- Natal: -7,95%;
- Maceió: -7,87%;
- Belo Horizonte: -7,44%;
- Palmas: -7,38%;
- Rio de Janeiro: -7,12%;
- Brasília: -6,71%;
- João Pessoa: -6,65%;
- Salvador: -6,59%;
- Fortaleza: -6,39%;
- Florianópolis: -6,28%;
- Cuiabá: -6,04%.
A única capital que registrou alta foi São Luís, com avanço de 0,30% entre junho e julho.
Onde a cesta básica está mais cara?
O levantamento também mostra uma grande diferença entre os preços praticados nas capitais brasileiras.
As cestas mais caras foram encontradas em:
- São Paulo: R$ 915,01;
- Cuiabá: R$ 881,27;
- Florianópolis: R$ 860,73;
- Rio de Janeiro: R$ 855,37.
Já os menores valores apareceram principalmente no Norte e Nordeste:
- Aracaju: R$ 594,07;
- Maceió: R$ 618,60;
- Natal: R$ 631,51;
- João Pessoa: R$ 644,04.
A composição da cesta considerada pela pesquisa varia conforme a região, o que também ajuda a explicar parte das diferenças.

Quais alimentos ficaram mais baratos em Belo Horizonte?
Dos 13 produtos analisados na capital mineira, seis tiveram redução de preço.
O tomate apresentou a maior queda, de 38,88%, seguido pela batata, que ficou 27,70% mais barata. O feijão-carioca recuou 9,08%, enquanto banana, café em pó e farinha de trigo também registraram redução.
Por outro lado, seis produtos ficaram mais caros. O leite subiu 1,75%, o óleo de soja avançou 1,67% e a manteiga teve alta de 0,61%.
O arroz agulhinha permaneceu estável.
O que explica a queda da cesta básica?
A forte redução nos preços de produtos como tomate e batata ajudou a puxar o custo total da cesta para baixo.
Esses alimentos possuem preços mais sujeitos a oscilações de oferta, safra e condições climáticas. Por isso, uma queda expressiva em determinados produtos pode provocar impacto relevante no valor final da cesta.
Mesmo assim, a alta acumulada em 12 meses mostra que o recuo de julho não significa necessariamente que os alimentos tenham entrado em uma trajetória permanente de queda.
Opinião: alívio no mês ainda não significa comida mais barata
A redução observada em julho é uma notícia positiva para o orçamento das famílias, principalmente porque itens importantes da alimentação tiveram quedas expressivas.
Mas é preciso olhar além da comparação com o mês anterior. Em Belo Horizonte, por exemplo, a cesta ainda acumula alta superior a 5% tanto no ano quanto em 12 meses.
Na prática, o consumidor teve um alívio pontual, mas continua enfrentando um custo de alimentação maior do que no passado.
Por isso, acompanhar os preços por períodos mais longos é essencial para entender se a queda representa apenas uma oscilação ou o início de uma tendência.

