Dólar recua para R$ 5,08 e Bolsa dispara ao maior nível desde maio

Dólar cai para R$ 5,08 e Ibovespa sobe 1,2%, enquanto petróleo avança diante das tensões no Oriente Médio.

Dólar recua para R$ 5,08 e Bolsa dispara ao maior nível desde maio Dólar
Preço do dólar despenca – Foto: Reprodução

O mercado financeiro brasileiro teve um pregão de forte valorização nesta terça-feira. O dólar caiu para R$ 5,08, enquanto o Ibovespa avançou 1,2% e alcançou o maior nível desde maio.

O movimento ocorreu em meio à entrada de recursos estrangeiros na bolsa e à reação dos investidores ao cenário internacional.

A alta do petróleo também esteve no radar dos mercados. As cotações avançaram após novos ataques contra instalações energéticas na Arábia Saudita, aumentando as preocupações sobre o abastecimento global e os impactos sobre a inflação.

Dólar volta a ficar abaixo de R$ 5,10

O dólar à vista encerrou a sessão cotado a R$ 5,089, com queda de 0,79%. Foi o menor valor de fechamento da moeda americana desde 7 de agosto, quando terminou o pregão em R$ 5,084.

Durante o dia, a divisa oscilou entre a máxima de R$ 5,1289 e a mínima de R$ 5,0713. O desempenho refletiu tanto fatores domésticos quanto o comportamento das moedas de outros países emergentes.

Com o resultado, o dólar acumula queda de 7,28% em 2026. Em setembro, após cinco pregões, a moeda recua 1,82%. O resultado ocorre depois de uma alta de 2,16% registrada em agosto.

Dólar recua para R$ 5,08 e Bolsa dispara ao maior nível desde maio Dólar 1
Preçp do Dólar caiu – Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Ibovespa atinge maior nível desde maio

O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,20%, aos 187.366,84 pontos, no maior nível de fechamento desde 4 de maio.

O Ibovespa chegou a alcançar 189.487,70 pontos durante a sessão, antes de reduzir parte dos ganhos. Na mínima, marcou 185.207,66 pontos. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 29,76 bilhões.

Entre as ações mais importantes do índice, os papéis da Petrobras ganharam destaque por acompanharem a valorização do petróleo no exterior.

As ações preferenciais subiram 2,08%, enquanto os papéis ordinários avançaram 2,36%.

Outro fator observado pelos investidores foi o fluxo estrangeiro. Dados da B3 mostram entrada líquida de R$ 3,9 bilhões em capital externo nos três primeiros pregões de setembro, reforçando o ambiente positivo para a bolsa.

Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio

O petróleo também terminou o dia em alta. O Brent, referência internacional, avançou 0,9%, para US$ 97,92 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 1,7%, para US$ 93,03.

Os dois contratos atingiram níveis importantes. O Brent fechou no maior valor desde 23 de julho, enquanto o WTI alcançou o maior fechamento desde junho.

A valorização ocorreu após ataques contra cidades no sul da Arábia Saudita e instalações relacionadas ao setor de energia.

A situação elevou os temores sobre possíveis interrupções no fornecimento de petróleo e no transporte de cargas pela região do Golfo Pérsico.

Dólar recua para R$ 5,08 e Bolsa dispara ao maior nível desde maio Dólar 3
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Estreito de Ormuz preocupa investidores

O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção do mercado. Antes da escalada das tensões, aproximadamente 20% do abastecimento mundial de petróleo passava pela região.

Embora o petróleo tenha avançado, as cotações reduziram parte dos ganhos durante o pregão. Os investidores avaliam que combustíveis mais caros podem pressionar a inflação, dificultar cortes de juros e prejudicar o crescimento da economia mundial.

Minha opinião

Na minha avaliação, o desempenho desta terça-feira mostra como o mercado brasileiro está reagindo simultaneamente aos fatores internos e ao cenário internacional.

A queda do dólar e a força do Ibovespa são sinais positivos, principalmente com a presença de capital estrangeiro.

Por outro lado, o avanço do petróleo representa um risco. Se a tensão no Oriente Médio continuar, a pressão sobre combustíveis pode aumentar e dificultar o controle da inflação.

Por isso, mesmo com a bolsa em alta, o cenário ainda exige cautela dos investidores.